A (in)Justiça na Vingança
#Sunshine
Sempre tive um lema..
Não faças ao outro o que não gostarias que te fizessem a ti.. é bíblico bem sei, mas mais que bíblico, é humano.
Ao praticarmos um ato vil, cruel no sentido de alguém, mesmo que assente num desejo de corresponder a um comportamento pelo qual nos achamos no direito de procurar "justiça", nunca temos o direito de magoar outra pessoa, de cometer um ato de maldade, mesmo que em resposta à ira, mesmo que pareça que temos toda a razão.
Sempre ouvi dizer que há três lados numa história entre duas pessoas.. a razão de um dos lados, a razão do outro e por fim.. os factos. Isto misturado a toda a emoção que se manifesta numa altura em que todos deveríamos cuidar mais uns dos outros do que em procurarmos sair "melhor na fotografia"... isso é uma coisa da nossa cabeça, porque em cenários de guerra.. há sempre fatalidades, logo a vitória acaba por ser fugaz.
Não faz muito tempo, começaram a orientar-me nesse caminho, do "é importante não manter a raiva dentro de nós (eu mantenho, de forma doentia) MAS, nunca a manifestação de raiva deve resultar num comportamento de causar dor ou punir alguém"... porque sentir raiva é uma coisa, atuar com raiva é outra.. e há sempre danos colaterais.
Por mais justiça que se procure para o prazer pessoal, perdemos todo o sentido de justiça quando não comunicamos, quando não sabemos questionar, quando não vamos à origem da situação que nos causou dor e, por fim, quando sabemos que causámos dor, mau-estar, mas achamos que isso é "justificável".
A justiça pertence aos justos.. é razoável, é sensata. A justiça atua com direito.. um direito que pertence a mim e ao outro.
E o primeiro direito que existe, em qualquer relação, é o direito ao respeito.
#day57 interrompted #day35
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