Cartas de amor, quem as não tem?
#Pretty Eu ainda sou da geração em que não havia SMS grátis, nem chamadas de graça e a internet era contada ao minuto. Ou seja, eu ainda sou do tempo em que se trocavam cartas de amor, pois de outra forma não dava para exprimir os sentimentos que absorvem um jovem adolescente a descobrir o amor pela primeira vez. Há muito tempo que não pensava em cartas de amor, mas li recentemente um livro que me fez reavivar estas memórias. ‘Já não se escrevem cartas de amor’, de Mário Zambujal, é uma narrativa muito interessante. Digo interessante, não porque se resume a falar de cartas de amor, mas porque nos transporta para uma época já longínqua que eu, e muitas pessoas, não vivemos e, por isso, não recordamos. O livro faz-nos viajar até à Lisboa dos anos 50. Um grupo de amigos, jovens, correm a noite lisboeta, quais playboys! No fundo é o que acontece no século XXI nos bares do Bairro Alto e do Cais do Sodré. Mas naquela época era diferente: havia glamour na conquista, havia sedução na ...