Emoções
#Pretty
Por estes dias de quarenta e reclusão alguém me veio dizer que ser emotivo não é coisa de homem.
"E ser imbecil é coisa de quê?", foi o que respondi mentalmente, mas não verbalizei - com alguma pena minha!
Em pleno século XXI ainda se continua a dizer às crianças que os meninos não choram, que os meninos não podem ser maricas. Esse é o papel das meninas e futuras mulheres, donas de casa e mães.
Em 2020 ainda existe este tipo de preconceito, este tipo de discurso que mais não é do que um apelo à continuidade da hegemonia masculina neste mundo.
Há tempos alguém me contou um podcast que ouviu e que, resumidamente, explicava que os homens não gostavam de falar de emoções porque ao longo das gerações tiveram sempre de ir para a guerra e aí era necessário ser rijo e não verter lágrimas e muito menos pensar no que se estava a fazer (entenda-se: matar pessoas).
Ao mesmo tempo às mulheres cabia o papel de ficar em casa a cuidar da família, falar entre si, sendo-lhes totalmente permitido e até aconselhado a deixar transparecer as suas emoções.
Hoje em dia estamos em guerra com um vírus e estamos todos em casa: homens, mulheres e crianças.
Vamos aproveitar esta guerra para falar sobre sentimentos? Sobre emoções?
Libertem-se homens deste país e deste mundo. Chorem se tiverem que chorar. Nós, mulheres, só vos vamos admirar ainda mais.
Por estes dias de quarenta e reclusão alguém me veio dizer que ser emotivo não é coisa de homem.
"E ser imbecil é coisa de quê?", foi o que respondi mentalmente, mas não verbalizei - com alguma pena minha!
Em pleno século XXI ainda se continua a dizer às crianças que os meninos não choram, que os meninos não podem ser maricas. Esse é o papel das meninas e futuras mulheres, donas de casa e mães.
Em 2020 ainda existe este tipo de preconceito, este tipo de discurso que mais não é do que um apelo à continuidade da hegemonia masculina neste mundo.
Há tempos alguém me contou um podcast que ouviu e que, resumidamente, explicava que os homens não gostavam de falar de emoções porque ao longo das gerações tiveram sempre de ir para a guerra e aí era necessário ser rijo e não verter lágrimas e muito menos pensar no que se estava a fazer (entenda-se: matar pessoas).
Ao mesmo tempo às mulheres cabia o papel de ficar em casa a cuidar da família, falar entre si, sendo-lhes totalmente permitido e até aconselhado a deixar transparecer as suas emoções.
Hoje em dia estamos em guerra com um vírus e estamos todos em casa: homens, mulheres e crianças.
Vamos aproveitar esta guerra para falar sobre sentimentos? Sobre emoções?
Libertem-se homens deste país e deste mundo. Chorem se tiverem que chorar. Nós, mulheres, só vos vamos admirar ainda mais.
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